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Será a operação do seu negócio o seu maior concorrente?





Quanto o seu negócio está alinhado ao produto? O processo de venda é muito mais amplo do que apenas o ato da compra em si.

Será que todas as áreas que interagem com o prospect/ lead/ cliente estão conscientes do papel não de coadjuvante mas sim, de protagonista nesse processo?


A burocracia interna e falta de metodologias ágeis não estão sendo seus principais inimigos?


O business design é uma etapa importantíssima ao longo do desenvolvimento de um novo produto/serviço. É por meio desse desenho do negócio, que se tem uma visão das equipes necessárias, processos a serem implementados para garantir escala, ser replicável e medido; mapear os momentos em que essas áreas irão “entrar em cena” e por aí vai.


É algo como a orquestração de de um grande show de rock: as músicas do álbum são definidas, cada participante da banda tem um papel claro com tempos certos na partitura. Mas não é só isso: é preciso pensar em um empresário atento às oportunidades de negócio e eventualmente pela parte financeira, tem o agente de shows para fazer os agendamentos dos shows, um advogado para negociar licenciamento das músicas, uma gravadora para viabilizar a gravação de divulgação do álbum, equipe da turnê, motoristas para o deslocamento da banda e dos aparelhos, da infraestrutura para venda dos ingressos, etc.


Quando curtimos um show, nos atentamos à experiência durante aquelas duas ou três horas mas, o trabalho e a dedicação começam muitos meses antes do grande dia chegar.

É a mesma coisa com o produto. Chegar até às mãos do cliente é um breve momento em relação à experiência como um todo e, precisa ser desenhada, planejada, “ensaiada”, definir papéis e responsabilidades claras e acima de tudo: ter métricas para acompanhar a performance e colher os aprendizados para implementar melhorias constantes.


O Business Model Canvas é um framework desenvolvido pela Strategyzer (link: https://bit.ly/2YbSuVk) e pode ser uma excelente ferramenta para apoiar você na identificação das atividades-chave, recursos, proposta de valor, linhas de receita e custos, permitindo que você tenha uma ampla consciência de como a estrutura interna da empresa precisa estar definida para que a “entrega “ do seu produto esteja alinhada à sua estratégia que foi definida láaaaaaaa atrás no planejamento.


É deixar a interação do cliente com o negócio tão incrível quanto o produto.


É fundamental compreender os clientes por meio da escuta ativa, indo até e

eles, compreendendo dores e necessidades, vislumbrando assim problemas, magnitudes e impactos no cotidiano do cliente.


Na sequência, é validar se o problema que você identificou é um problema real, se o público que você definiu se identifica com a sua hipótese realizando ciclos rápidos de validações, indo até essas pessoas, submeter a estrutura da solução à elas, colher aprendizados e melhorias, repetir o processo até chegar em um MVP que contenha o conjunto mínimo de funcionalidades que resolvem o problema identificado anteriormente.


Por fim, é desenhado e planejado o desdobramento para o negócio prezando uma experiência “Wow!” para o cliente, incentivar a rapidez nas ações, agilidade e escalabilidade no dia-a-dia, garantindo uma rápida resposta ao mercado.


Um site que eu gosto bastante é o do O Analista de Modelos de Negócios (link: https://bit.ly/2ENZCjT) pois, ele faz uma análise minuciosa de vários tipos de negócios e comenta sobre as operações, sacadas que resultam em grandes diferenciais competitivos e pode lhe ajudar a ter alguns insights para a sua empresa.


Então, aproveite e reflita: como as equipes internas estão organizadas e se estão orquestradas para que a experiência como um todo seja incrível, garantindo uma sensação recorrente de “me relacionar com essa empresa foi a melhor decisão já tomada”.


E se ao longo do exercício você se deparar com desalinhamentos, gaps, ou impedimentos que penalizem esse fluxo, mapeie todos os pontos, agende conversas com cada time, explique a importância e papel de cada equipe e, como eles podem melhorar e assim garantir o alinhamento.


Não deixe que a sua estrutura interna seja o maior obstáculo que o seu cliente irá enfrentar até chegar a usufruir do produto ou serviço.


Experimente também criar canais para que os clientes possam compartilhar suas percepções com essas equipes (pode se fazer uso de NPS - Net Promoter Score) e dê visibilidade de que recebeu a informação e, dê um retorno posicionando se é algo que será considerado no curto prazo ou o horizonte mais adequado.


Um business design bem feito, comunicado e monitorado é um bom passo para se destacar frente à concorrência, encantar os clientes e visar a sustentabilidade do negócio.


E você: já fez esse tipo de análise das suas operações?

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