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Pesquisa por voz: você já adequou seu conteúdo para isso?

A experiência mais marcante com pesquisa por voz me inundou com o sentimento de frustração. Era 2012, eu estava com um iPhone 4S e fui destemida falar com a Siri. Em inglês. Achei que seria coisa simples, mas fui nocauteada pela minha pronúncia, sotaque e propriedade no idioma.


Falava “Hey, Siri, can you call my mom” e tinha como resposta algo do tipo: “You don´t have a gun”. Tentei algumas vezes, não deu certo, me senti lesada por pagar a mais em um celular com assistente virtual e não conseguir usar.


E com isso, ignorei a Siri e, nem me preocupei em fazer uso de outras tecnologias que permitissem pesquisa por voz, mesmo sabendo que tempos depois um abençoado investiu tempo em fazer uma prévia da Siri se comunicando em português ainda naquele ano de 2012...


Fato é que cortei a possibilidade de interagir com dispositivos por comando de voz, coisa da qual me ressinto um pouco pois amoooo testar novidades (mas preciso investir na resiliência caso a expectativa não atenda a experiência de uso, rsrsrsr). Mas o mundo dá voltas e quando me deparei, estava com celular, tv, carro, relógio, tablet, etc, todos equipados com o recurso e, não estava usando. Com isso, resolvi dar nova chance e acabei me engajando na causa.


E a experiência foi bem diferente. Hoje acho muito prático e me sinto confortável em utilizar (mas ainda não em público).


Trazendo informações de uma pesquisa específica sobre o tema no mercado americano (Link: https://seoexpertbrad.com/voice-search-statistics/) , vemos alguns fatos impressionantes:


  • 2 de cada 5 adultos fazem ao menos uma pesquisa por voz ao dia·

  • Pessoas entre 25-49 anos efetuam mais buscas por voz (65%) do que as de 18-24 anos (59%) ou ainda as com mais de 50 (57%)

  • 22% dos proprietários de dispositivos inteligentes de home speaker fizeram uma compra por meio deles

  • O comércio por voz no Reino Unido estima girar mais de 3,5 milhões de libras em 2022

  • Já nos Estados Unidos para o mesmo período é esperada a movimentação de mais de 40 bilhões de dólares americanos

  • Em 2020, há uma expectativa de que 50% de todas as buscas serão feitas por pesquisa de voz.

Fatos incríveis que estimulam uma reflexão sobre o quanto a sua estratégia de conteúdo já está contemplando isso. E a precisão no reconhecimento da pergunta e a devolução da resposta é o que levará a pesquisa por voz ao mainstream, de acordo com Andrew Ng, requerendo um padrão alto de assertividade e, o que acaba sendo esperado visto que ao combinar novas tecnologias com capacidade de máquina e processamento, espera-se um maior grau de acerto. Caso ao contrário, voltamos para a frustração que mencionei lá no início do post.



Escutar meu colega de quarto falhar repetidamente ao ser reconhecido pelo Google Home é a comédia pastelão da qual eu precisava hoje.


Em uma pesquisa conduzida pela Neuro-Insight, líder em agência de pesquisa neurocientífica, percebeu-se que a consulta por voz (Alexa) se mostrou menores níveis de atividade cerebral do que a pesquisa feita por texto, conforme imagem abaixo e, apoia a ideia de que a voz, a forma mais antiga de comunicação humana, é mais intuitiva do que qualquer outra.




Ainda em relação à pesquisa acima mencionada, vemos abaixo as razões mais comuns do uso da pesquisa por voz:


Tá e, como funciona esse negócio? Basicamente acontece por meio de um dispositivo que contenha a tecnologia que ao ser questionado diretamente consegue trazer uma resposta aceitável dentro de um contexto privilegiando a semântica do conteúdo e a intenção da pergunta.


(Então amigos que focam em inserir de forma massiva palavras-chave ao longo de seus conteúdos, apenas peguem leve com isso e pensem na estratégia global).


Exemplo de pesquisa por voz no dispositivo Google Home


Além de conselhos já conhecidos como: mantenha o cadastro e informações básicas da sua empresa atualizados, insira perguntas mais frequentes para serem facilmente localizadas, é importante ter em mente que o processo de busca por voz é diferente das feitas por texto principalmente, na questão da quantidade de palavras utilizadas (Texto: uso de 1 à 3 palavras e Voz: usa bem mais de 3 à 5 palavras, conforme gráfico abaixo) e, isso acaba demandando uma forma de escrever mais natural e conversacional (e não apenas como melhor ranqueia no Google).


Outro comportamento identificado, foi a forma como a pergunta era iniciada. Podemos ver abaixo a relação entre a intenção de compra e interesse de acordo com a forma que a questão começou:



Então, fazer o exercício de construir o conteúdo tentando explorar os níveis de intenção de acordo com o tipo de pergunta é algo que pode aprimorar o desempenho de busca.


Outro ponto é acompanhar de forma próxima a evolução dos assistentes virtuais, de suas recomendações e algoritmos.


Um tema bastante interessante e com muitas possibilidades de aplicação, certo?

E você, já usa algo do tipo?


Referências:

· https://searchengineland.com/google-reveals-20-percent-queries-voice-queries-249917

· https://econsultancy.com/the-future-of-voice-search-2020-and-beyond/

· https://neilpatel.com/br/blog/como-otimizar-pesquisa-por-voz/

· http://www.nltk.org/book/ch01.html

· https://seoexpertbrad.com/voice-search-statistics/

· https://tecnoblog.net/98945/brasileiro-siri-portugues/

· https://www.campaignlive.co.uk/article/just-say-it-future-search-voice-personal-digital-assistants/1392459

· https://www.campaignlive.co.uk/article/just-say-it-future-search-voice-personal-digital-assistants/1392459


PS: As figuras contém os links de origem.

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