• Marketing de Produtos

Good Omens e o Marketing de um produto

Em 1 de maio de 1990, Neil Gaiman e Terry Pratchett lançaram o livro “ Good Omens”. Com a temática girando em torno do fim do mundo, ou Armaggedon, essa obra literária é uma comédia fantástica e deliciosa.



Série Original Amazon Prime Video - Good Omens


Faltando apenas 11 anos para o final dos tempos, a união inesperada de um anjo elegante e refinado ao demônio no melhor estilo rockstar, uma narrativa envolvente e cativante se desenrola.


Com fotografia encantadora, a série ambientada no Reino Unido impressiona pela beleza das paisagens e pela sutileza dos efeitos especiais, instigando no espectador o desejo de emendar um episódio após o outro.


E o que tem a ver com marketing de produto?


A série disponibilizada pela Amazon Prime Video é um produto digital: não há entrega física e por meio de uma assinatura do serviço de streaming é possível desfrutar dos episódios por meio de dispositivos como: smartphones, tablets, smartTVs, computadores, etc, que suportem o aplicativo da Amazon.


Como qualquer produto, há uma definição do público que se deseja atingir e, todo um cuidado de acionar esse grupo de interesse por meio de opções como: o videoclipe que foi distribuído pelo Youtube no qual estrela o Emicida que compôs estudando a série, na tv aberta, nos cinemas, mídia fora de casa - OOH, elemídia (mídia digital indoor) e eletromídia (ruas e avenidas, transportes, pontos de consumo, entre outras opções).


A exibição é recomendada para assinantes com mais de 13 anos, mas isso não quer dizer que o público-alvo é focado em adolescentes.


Ao observar a estratégia de comunicação e canais escolhidos, pode-se subentender que foca na parcela economicamente ativa dos grandes centros urbanos do Brasil, minimamente com acesso à internet (e a Amazon se encarrega em garantir várias opções para visualizar o conteúdo), para um público que tem disponibilidade de destinar ao menos R$ 178,80 ao ano para desfrutar do serviço da Amazon Prime Video por pelo menos um ano (contra R$ 262,80 na Netflix).


Acompanhando o movimento de outros players do mercado como a Netflix que direcionou U$ 15 bilhões na produção de conteúdo original e na aquisição de títulos, a Amazon, que não revela o quanto gasta na produção de um material próprio mas de acordo com o Variety, somente no primeiro semestre de 2019, já alocou mais de U$ 1,7 bilhões para "vídeo e música".


O montante ao certo de quanto custa produzir cada conteúdo original como é o caso de Good Omens não é divulgado pela empresa bem como o número exato de assinantes, especula-se que já tenha atingindo mais de 100 milhões. O Prime Video resultou em uma despesa da ordem de U$ 5 bilhões por ano, relacionado aos materiais originais e adquiridos o que resulta em U$ 50 de despesa por assinante, o que é bem menos do que os U$ 99 cobrados na assinatura nos Estados Unidos por exemplo.


Mas como a conta fecha? Até para os investidores não é transparente a dinâmica relacionada a este negócio. Mas segundo a Reuters, a Amazon contabiliza os valores relacionados o custo de produção mais os esforços de marketing e divide pelo que chamam de first stream, que é o conteúdo que engaja um espectador e que é o primeiro que ele vê após assinar a Amazon Prime Video. E quanto menor o valor resultante dessa conta, melhor. Calculam também o custo de aquisição de um cliente.


As ativações de marketing no Brasil por exemplo, contam com a WMcANN .


Os produtos digitais têm ampliado espaço na agenda de consumo dos espectadores e pelos montantes investidos pelos grandes players, basta aguardar que haverá conteúdo para todos os públicos e gostos!


















5 visualizações

©2019 by Marketing de Produtos